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ZÉ FOGAREIRO: A VOLTA DE QUEM NUNCA SE FOI

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 ZÉ FOGAREIRO: A VOLTA DE QUEM NUNCA SE FOI
 
Fala, Zé! Ídolo não se faz em dias, ídolo não se cria em lances isolados, ídolo não se consolida em uma ou duas competições apenas. Ídolo se constrói com história e longa sequência de excelência comprovada. O Jefferson é um ídolo do Botafogo, em atividade. Isso é fato. E ídolos são incontestáveis, incomparáveis, Zé. O “Nego Jeff” vinha de mais de um ano parado por contusão (14 meses pra ser mais preciso). Nestas condições, qualquer goleiro normal, necessitaria de ritmo antes de voltar em alto nível. Mas esqueceu que o Jefferson é um goleiro sobrenatural, Zé? Esqueceu que o Jefferson é muito acima da média? O Jefferson é o Jefferson, porra, que não precisa provar mais nada pra ninguém. Principalmente pra torcida do Botafogo, que o idolatra. Eu disse J-E-F-F-E-R-S-O-N!
 
A partida de ontem, contra o galim de Minas no Niltão, não tinha nenhum outro atrativo senão a volta do monstro que veste a camisa 1 do Botafogo. E Ele fez valer cada centavo gasto no ingresso, dos pouco mais de 8 mil presentes na nossa casa. Zé, não estou na pilha de fazer um comparativo entre o Jefferson e o Gatito, que vive grande fase no Fogão. Isso é bobagem e perda de tempo. Até acho que, se os dois estivessem vivos durante a guerra do Paraguai, defendendo seus países com todas as determinações  que lhes são peculiares, com certeza, essa guerra teria terminado empatada. Mas acho que a titularidade do Gatito (que deve permanecer por mérito, principalmente na Libertadores), é questão de tempo. O Jefferson não é um mortal qualquer. O Jefferson é absoluto. Ah! E antiguidade é posto, né?! Puta que o pariu: São os melhores – goleiros do Brasil!
 
O jogo em si não foi dos melhores, Zé, e o time do atlético-mg não é ruim. Sofremos um gol de bola ricocheteada, ainda na primeira etapa. Um bate daqui e dali e a bola entrou pererecada. 0x1 pra lamentar. Do nosso lado, o cansaço da maioria era visível, o esquema “viaja-joga-viaja-joga”, toda hora, não dá pra ser. Principalmente com o Matheus Fernandes e o Pimpão, que já foram alertados pelo departamento médico por estarem próximos do limite desgastado. Devem ser poupados na próxima partida, com razão. Viu aí, Zé? Por isso clamamos tanto por bons reforços, que cheguem pra resolver. Não temos mais tempo pra apostas. O meia agudo Leo Valencia (ex-palestino) já chegou. Boa contratação! Esperamos agora por novos e bons nomes, no ataque. O Andres Rios roeu a corda e foi pro bacalhau. Vejamos se o Luciano (atual corinthians) confirma sua sondagem. Não dá pra parar agora, diretoria. Vamos trabalhar!
 
Na segunda etapa, as emoções estouraram de vez. O Jefferson resolveu ser, de novo, o protagonista. Pegou lance cara a cara com o atacante, pegou pênalti, pegou até o pensamento de quem ousou se lembrar do Gatito (rsrsrsrs). Nos acréscimos, o Marcos Vinícius – que mostrou ser rápido e objetivo, Zé – adentrou a área adversária com passadas largas e sofreu uma penalidade máxima mais clara do que albino que nunca foi à praia. O Roger bateu, perdeu e a bola voltou ao seu domínio novamente, sendo arrematada pras redes somente no rebote. Tudo pro meu coração sofrer um pouco mais. Eita, nós! Ainda morro disso, Zé! 1×1 e fechamos num empate com gosto de vitória, em cima da derrota que já era dada como certa. Mais 1 ponto na conta do Jefferson: pode começar a anotar!
 
Zé, eu concordo que o Emerson Silva vem comprometendo bastante na nossa zaga. Tô junto contigo reclamando que ele tem deixado a desejar nessas últimas partidas. Ainda mais por termos três excelentes zagueiros (Emerson Santos, Marcelo e Rabello), formados na nossa base, esperando no banco pra entrar com fome de bola. Agora, o que não consigo entender de forma nenhuma é a torcida vaiá-lo com a bola em jogo. Zé, isso desestabiliza o cidadão. E por ele estar num setor importante – na contenção – isso pode resultar em mais uma falha definidora da partida. Vaiar depois do apito final é normal, legítimo e tem meu apoio (somado na vaia, inclusive). Mas impor pressão desnecessária e desfavorável, em cima dos nossos próprios jogadores, ainda com o placar indefinido, pode acabar se tornando um baita tiro no pé, Zé. Aí, não!
 
Vamos ver se agora, enfim, o Jairzinhozinho se convence que o Emerson está numa péssima fase e devolve um de nossos famintos garotos ao time titular. Quarta-feira vamos pegar o florminenC naquela que pode ser a nossa última partida no ex-Maracanã em 2017. Como sempre, vale a nossa ida pra lá, para juntos empurrarmos o Glorioso adiante. Vamos que vamos, porque o caminho está traçado. FOGO! Abraço, Zé!
 
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