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Justiça não dá preferência à família de Max, e viúva e filho ficam sem R$ 2 milhões

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 Justiça não dá preferência à família de Max, e viúva e filho ficam sem R$ 2 milhões
 
No dia 26 de julho deste ano, Maxlei dos Santos Luzia, mais conhecido como Max, ex-goleiro do Botafogo, teve sua morte cerebral constatada no Hospital da Lagoa, no Rio de Janeiro. Internado por quase um mês, pôde contar apenas com o SUS (Sistema Único de Saúde), já que a justiça não liberou o pagamento de R$ 2 milhões de um processo envolvendo o Botafogo, não reconhecendo, nem após sua morte, que tratava-se de uma doença grave.
 
Max tinha direito à quantia por Direitos de Arena. O pagamento, contudo, dependia de uma “fila”, já que existe um Ato Trabalhista para as dívidas do clube carioca. Uma conta judicial centraliza os pagamentos do clube e leva em conta o tempo do processo, sendo que o de Max, de 2013, ainda aguardava sua vez.
 
Com a saúde do ex-goleiro debilitada, seu advogado, Leonardo Laporta Costa, fez dois pedidos para que a justiça liberasse o montante, já que a lei prevê uma alteração na ordem dos pagamentos em caso de doenças graves, mas os pedidos foram negados. O Botafogo, segundo informações que chegaram à reportagem, concordava com o pedido, mas a justiça indeferiu a solicitação.
 
“Inacreditável que o judiciário indefira o pedido de pagamento de um credor, mesmo com a concordância do próprio devedor, o Botafogo, que a todo momento se solidarizou com o problema e se disponibilizou para tentar liberar o dinheiro na ordem preferencial”, disse Laporta.
 
 
 A segunda solitação feita pelo advogado do ex-jogador
Nos requerimentos apresentados à justiça, o advogado anexou laudos médicos que comprovavam que o estado de saúde de Max era bastante delicado. Após o primeiro indeferimento, uma nova tentativa foi feita, destacando que o quadro havia se agravado e ressaltando que o ex-jogador não tinha convênio particular.
 
O laudo anexado no segundo pedido atestava a presença de uma isquemia extensa em base de crânio e que o requerente estava em ventilação mecânica, não tendo previsão de alta.
 
 Laudo médico sobre estado de saúde de Max
Max, contudo, veio a falecer antes mesmo da justiça responder à segunda solicitação, que também acabou sendo rejeitada. Agora, a luta prossegue para que a esposa do jogador e seu filho de 12 anos possam receber a quantia o mais rápido possível.
 
“Eu só tenho a lamentar. Porém espero que a Justiça reconheça o equivoco que acometeu com o Max e libere o valor do crédito para o seu filho complementar sua educação e sua saúde, pois tem apenas doze anos de idade, e ainda necessita de um acompanhamento com psicólogos”, acrescentou Laporta.
 
 Indeferimento do segundo pedido
O clube não se manifestou ao ser procurado, mas a reportagem do ESPN.com.br apurou que a entidade também não concorda com a decisão da justiça.
 
Max foi internado 20 dias após um acidente de carro em uma tentativa de assalto em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O edema cerebral não teria relação com o acidente.
 
Formado na Portuguesa da Ilha, Max defendeu o Botafogo entre 2002 e 2008, quando ganhou uma Taça Rio, uma Taça Guanabara e um Campeonato Carioca. O ex-goleiro também defendeu Joinville, América-MG, Vila Nova, Boa Esporte, Gama, entre outros times. Pelo time catarinense, ele conquistou o Campeonato Brasileiro Série C em 2011. Max se aposentou em 2013. 
 
Fonte: ESPN.com.br
 
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