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ZÉ FOGAREIRO: ORGULHO NACIONAL

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 ZÉ FOGAREIRO: ORGULHO NACIONAL
Fala, Zé! O nome do adversário de ontem foi bastante sugestivo pro título de hoje. O quê o Botafogo está fazendo nessa Libertadores, com certeza, já está na história do futebol deste país. Um time sem orçamento, uma equipe desacreditada, que há um ano era a favorita para o rebaixamento… Agora está nas quartas-de-final da competição continental, tendo derrubado uma seleção de ex-campeões, jogando com uma raça e disposição invejáveis, deixando pra trás elencos caros, badalados do cenário nacional. O time dos “jogadores comuns” está mostrando quem são os “comentaristas anormais”. A nós: respeito. Aos falastrões: desprezo.
 
A melhor campanha? Já saiu. A folha salarial mais cara da temporada? Já caiu também. O querido da mídia? Deu “tchau” antes mesmo de dizer “olá”. E o Botafogo, o patinho feio que todo mundo enchia a boca pra cravar sua eliminação precoce, continua aí: firme, imponente, já ao menos se igualando como o time que mais atuou nesta edição. A Pré-Libertadores nos fez bem demais, Zé. Não canso de dizer, repetir e bradar: onde vamos chegar, eu não tenho ideia, tenho esperança. Agora, está muito gostoso viajar e sonhar junto com todos os envolvidos. E eu estarei ao lado dessa Estrela até depois do fim. Não se compara!
 
Esse é o BOTAFOGO, Zé, muito prazer! Um time que cresce justamente nas condições adversas: quando todos nos desdenham, quando acham que jogamos a toalha, mostramos que SÓ nós somos FOGO, o resto é cinza. Ontem, vivemos uma noite épica dentro de casa. Aliás, mais uma noite histórica, porque a cada nova jornada a minha retina abastece o meu coração com uma munição capaz de emocionar a população da China toda, juntinha. Umas quatro ou cinco vezes. Ainda morro de Botafogo, Zé.
 
O Niltão se vestiu em preto e branco como há muito tempo não se via. Tudo no embalo do novo hino: “VAMOS, BOTAFOGO!”, que deixam os olhos mais suados do que tampa de marmita. Tive o prazer de brindar com Zés de todo o Brasil na arquibancada. Eu parecia uma criança abrindo o seu primeiro autorama de presente. Não sabia nem por onde começar. E foi justamente o começo que definiu toda a nossa euforia. Cinco minutos, Zé, apenas cinco minutos (espalmando a mão) foram necessários pra gente mandar os uruguaios de volta pra onde nunca deveriam ter saído (a torcida deles fez um papelão lamentável, mas falamos sobre isso mais tarde).
 
Então, como o jogo começou num horário bastante ingrato – 19h 15 – teve muito rival que desligou o secador e a TV antes de mesmo de começar o telejornal (a única saída era dormir), porque o Fogão marcou o primeiro gol com 1 minuto de bola rolando, quando o Bruno Silva acertou uma linda cabeçada no cantinho, depois do escanteio cobrado pelo João Paulo. 1×0 e a vantagem que já era boa, se multiplicou por 2. Apenas mais quatro minutos e o Pimpão ampliou a contagem Botafoguense. Que coisa linda! Agora eu te pergunto, Zé: qual atacante hoje, no Brasil, esfregaria a bunda no chão, com empenho e confiança na jogada, pra disputar aquela bola “morta” com o goleiro e marcar o gol? Eu mesmo te repondo: só o incansável e batalhador Pimpão, Zé. 2×0 e, naquela altura do campeonato, a fatura estava liquidada. Sem soberba, apenas com a certeza de que a guarda do empenho não baixaria. E não baixou. Tivemos mais 85 minutos pra beber cerveja e comemorar.
 
 
 Foi lindo de ver e se arrepiar, Zé. Vi até relato de Botafoguense que ouviu os gols ainda enquanto subia a rampa do Niltão, e resolveu ficar por lá mesmo, até o final, pela superstição do lugar da sorte. Hahahaha! Isso é Fogão demais, Zé. Enfim, em campo, vimos de novo aquele time que vira a chave pro mata-mata. Impressionante. Guerreiros. Na defesa, o Carli continua soberano, comandante, dando o tom à segurança Alvinegra, junto de seu fiel escudeiro Igor. No meio, o mestre de touca impõe a sua garra e contagia os demais, que se sentem envergonhados se não se empenharem no mesmo grau. No ataque, a dupla compensa uma ou outra falta de técnica, com uma dedicação digna de uma religião em prol das redes balançadas. E, nesta teologia, Roger e Pimpão são pastores, pois conduzem a bola com carinho e atenção.
 
A expulsão do Victor Luis, no fim da partida, foi absurda e revoltante. Nosso lateral não fez nada. Também no finzinho, a torcida do nacional de Montevidéu protagonizou cenas deploráveis de quebra-quebra no estádio. No dia seguinte, em Copacabana, mais selvageria deles, agora com vendedores ambulantes nas ruas. Ou seja, os babacas saíram lá do Uruguai, de ônibus, pra apanharem no campo pro Fogão; apanharem da polícia na arquibancada e apanharem dos camelôs na Zona Sul carioca. Pronto! Cheios de hematomas já podem pedir música no Fantástico, otários.
 
Agora temos um novo embate, contra mais um ex-campeão, nas quartas-de-final – o grêmio. Assim que a gente gosta, né?! Vamos com tudo pra derrubar mais um “favorito”. Já até comprei passagem pra Porto Alegre no jogo da volta, Zé, dia 20/09. Vamos nessa! Juntos! Por coincidência, os gaúchos também são nossos próximos adversários pelo Brasileirão, domingo, no Dia dos Pais, no Niltão. Nos vemos em todos esses confrontos; E, como sempre, de punhos cerrados pela vitória. VAMOS, BOAFOGO! Abraço, Zé!
 
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