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ZÉ FOGAREIRO: EMOÇÃO E RAIVA

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 ZÉ FOGAREIRO: EMOÇÃO E RAIVA
 
Fala, Zé! O dia de hoje está tomado por uma mistura dúbia de sentimentos: tristeza pelas péssimas notícias deste fim de semana, com relação ao nosso atacante Roger e também pelo nosso garoto Ryan, do sub-15 (este sofre de um câncer grave no intestino); e revolta diante de mais uma virada sofrida no fim do jogo, dentro de casa, ontem. Ufa! Vamos lá… Primeiro, Zé, sobre o nosso artilheiro do ano, realmente nos fogem as palavras para execrar este câncer repentino e lamentável (apesar de parecer ser um problema de solução mais fácil, pela sua precoce descoberta – menos mal). Ao jovem Ryan, desejo pronto restabelecimento. Vamos juntos, meu querido. Você é nosso! Venceremos mais essa! #ForçaRyan
 
Pra este maldito tumor, eu só tenho um recado: você já começa perdendo este jogo de goleada, porque, com certeza, o nosso zagueiro e o nosso atacante vão dribá-los – com confiança e fé – e decretarão a sua derrota antes mesmo do juiz apitar o final. Agora, muito à frente de nossa preocupação com a carreira do Roger, Zé, está a nossa torcida para que ele se recupere e retome sua primordial função de pai de família. Já deu tudo certo, camisa 9. Quando for, da forma que for e para o quê for, nós estamos aqui, pra te dar força no que precisar e pra te receber de volta de braços abertos. Até breve! Você é nosso! #ForçaRoger
 
Então, lavando o rosto e tentando manter a calma, vamos falar sobre a partida de ontem no Niltão. Zé, tomamos novamente uma virada absurda no placar, contra um time da parte debaixo da tabela, no apagar das luzes e da mesma forma passiva e desleixada que nos apresentamos outras vezes. Qual é a desculpa agora? Quando vamos recuperar estes pontos perdidos? Infelizmente, este é um episódio que se repete e o pior: ninguém faz nada. Ou o Botafogo muda a sua postura, ou vamos continuar afundados num conformismo que muitas vezes nos ancora em situações medíocres assim. Não dá mais!
 
Chega! Já passou da hora de alguém, lá dentro do vestiário, com pulso firme e coragem, deixar de lado o coitadismo e o corporativismo que imperam no Botafogo, e cobrar deste elenco com dedo em riste, como homens. Não estou aqui pregando violência, Zé. Jamais! O caminho nunca será este. Só estou exigindo seriedade e rispidez na imposição e cumprimento de metas, num elenco que está se marcando mais pelas postagens “cordeirinho” em redes sociais, do que pela entrada definitiva em nossa sala de troféus. Precisamos que eles sejam homens nas palavras e na atitude, porque todo insucesso é mesma coisa: “calma que vamos recuperar”. Porra! Eles têm mais quantas muletas e desculpas guardadas na gaveta?
 
É muito papinho de “pacto” aqui, selfie com cabelinho cortado ali… Este elenco até agora mais se desculpou do que fez algo efetivamente. Este time está entrando na piscina pela escada, cheio de “não me toque”. É preciso parar de passar a mão na cabeça deles, com a desculpa do “orgulho” e da “falta de grana”, para enxergar que muitas vezes os próprios jogadores e comissão técnica deixam as oportunidades passar por falta de foco e comprometimento com algo maior. É muita “mamãezada” pra tão pouco resultado. Zé, eu não sou bipolar: não estou pregando pra diretoria rasgar tudo e recomeçar do zero. Não. Eu mesmo execrei essa reação em textos anteriores. Mas, muitas vezes, fica claro pra nós que a passividade e “fala mansa” dessa diretoria, extravasam no campo, onde os jogadores mostram que não estão com essa vontade toda que tanto bradam nos microfones.
 
Ontem, tivemos um jogo contra o vitória, no Niltão, que nos garantiria uma excelente sequência no Brasileirão (nos fixando lá em cima), desde que vencêssemos. Mas o Botafogo fez o favor de entregar a paçoca de novo, com requintes de crueldade com seu torcedor na arquibancada. Começamos o jogo perdendo: num vacilo do Luis Ricardo lá na frente, tomamos o contra ataque e 0x1 pra socar a cadeira. Empatamos com o Brenner mostrando oportunismo, aos 25’, dentro da área. E só viramos o placar no segundo tempo, quando o imbecil do juiz negligenciou um pênalti mais evidente do que roubo na Previdência Privada, e precisou da ajuda do auxiliar para marcar a cobrança. Ainda bem. O próprio Brenner converteu e nos colocou na frente – 2×1 que estava ótimo.
 
Mas o Botafogo escolheu justamente a última metade do segundo tempo pra andar em campo. Enquanto o vitória se manteve ligado até o fim e foi coroado. Sofremos o empate aos 44’. E, pra nossa revolta definitiva, aos 49’, o rubro-negro baiano decretou nossa derrota, no último lance da partida. É melhor eu terminar essa coluna correndo aqui, porque a minha vontade é de proferir os piores impropérios para metade deste elenco, comissão e diretoria. Que derrota amarga. Saí do estádio ontem cuspindo marimbondo. O jogo estava ganho e escapou de novo. Fazer o quê agora? Com a palavra, os fulanos do Botafogo, que precisam botar a cara à tapa pra torcida e tentar justificar.  Abraço, Zé!
 
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